Aqui em Curitiba está terminando hoje a 1.ª Bienal do Livro, e quem está expondo lá é o pessoal da Nossa Cultura, editora que trabalha com Audiolivros e livros impressos. Nós dividimos sala com eles e vemos a batalha que abraçam pra divulgar esta nova forma de curtir a literatura pelo fone de ouvido. A RPC fez uma reportagem bem legal explicando o que é um Audiolivro e entrevistou vários autores que a editora está lançando, como a atriz Marília Pêra, o maestro João Carlos Martins e o escritor Rodrigo Pellegrini. A experiência do Audiolivro é muito rica! Além de uma boa voz a narrar a história, muitas contam com sonoplastia e músicas que ambientam o ouvintem no contexto do livro.
Experimente, você vai gostar! Dê uma passada no site da Nossa Cultura e siga-os no Twitter!
Venho aqui contar uma coisa muito triste.. fomos assaltados segunda a noite!
Chegamos em casa muito alegres e brincando, quando passei a chave na porta, ela estava aberta. Abri a porta da entrada e a porta da lavanderia estava aberta, nossos cds e dvds espalhados pelo chão. Os vizinhos apareceram e disseram q invadiram a casa deles também, mas não levaram nada. Não foi a nossa sorte.
No andar de cima estava tudo remexido, virado, espalhado. Pegadas enlamaçadas pela casa toda.. Eles entraram pela janela do banheiro. Haviam forçado a janela do quarto dos gatos mas ela não cedeu.
Quando desci para falar com os vizinhos o Leandro gritou lá de fora: a Nina tinha saído pela janela do banheiro e estava atrás da casa da vizinha, encolhida, escondida e miando. Ela ouviu nossa voz e veio pedir ajuda. Lá foi o Lê subir no telhado da lavanderia e escalar o muro de arrimo atrás de casa pra alcanças a gata. Eu subi na floreira pra pegá-la em baixo. Depois de chamar e se espichar muito ele conseguiu pegar ela pelo cangote e eu trouxe pra dentro. Ela ficou muito feliz em nos ver!
Entrando em casa outro susto: os vizinhos tinham ido embora e a porta da frente estava aberta! Meus gatos não saem de casa e não sabem sobreviver na rua, e nós não achávamos a Ísis! Lá fui eu desesperada chamando ela na rua enquanto o Lê revirava a casa. Graças a Deus tinha se encondido na cozinha, em cima do microondas que fica em cima da geladeira, o lugar mais alto que ela achou. Mas estava bem.
Todos os gatos em casa, sãos e salvos, fomos ver os estragos que os ladrões fizeram. Levaram todos os eletrônicos: video-game, máquina fotográfica, mp4, monitor e o netbook do Lê que tínhamos acabado de comprar. Levaram também algumas roupas novas que estavam ainda no plástico, jóias, mochilas e equipamento de montanhismo. Mas o que mais me indignou é que levaram TODAS as minhas cobertas! Não foram uma ou duas pra enrolar as coisas, mas todas! Velhas, novas e ainda me levaram a rede! No andar de baixo eu tinha uns sachês perfumados de formato de maçâzinha, pois levaram também! E ainda uma necessaire do Leandro.
O que nos chateou e nos deixou mais nervosos não foram as coisas que levaram, mas a invasão da nossa privacidade. Eu me senti violentada, a casa imunda, como se alguém tivesse me agarrado na rua. Fui tomar um banho e tinha nojo das pegadas enlameadas no banheiro. Fui limpando tudo, tentando tirar a presença de intrusos dali. Uma sensação horrível, um aperto no coração e uma aversão a tocar qualquer coisa. Troquei a cama e lavei as louças sobre a pia. Na terça a Márcia veio e limpou tudo com desinfetante para mim. E assim eu pude entrar na casa e ficar bem de novo. Mas quando abro a porta, a cena da lavanderia aberta, as coisas no chão e o Mike assustado ainda vem. Vai passar com o tempo…
Os gatos, pobrezinhos, estavam bem desnorteados. Pediam carinho, corriam pela casa agitados e dormiram todos nos meus pés. A qualquer barulho todo mundo pulava na cama. Fomos deitar depois das 2 da manhã e o Lê não dormiu nada. Na terça passamos o dia fazendo B.O., contratando seguro residencial e colocando alarme. Se tentarem voltar estaremos mais protegidos.
Hoje o susto já passou. Ficamos tristes com a invasão e não queremos isso de novo. Ainda estamos muito cansados pela tensão e as noites mal dormidas. Mas não temos raiva dos ladrões. Deus sabe o que faz e tenho certeza que Ele tem sEus planos pra tudo. O que foi embora de material com tempo e paciência a gente conquista de novo. Agradeço porque nós não estávamos lá e porque nossos gatos saíram ilesos. Nossa vida e a dos gatos são os maiores bens que temos e estamos todos bem, e juntos. Isso já me deixa feliz.

Vi no Blog Café com Gato. E amei!
Não tem o autor, acho é da própria autora do blog, a Tamara.
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